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Ecomuseu de Maranguape
O Ecomuseu de Maranguape tem a missão de promover uma ação integradora através de estratégias que contemplem a identificação de elementos culturais, a conservação desses elementos na educação cultural da comunidade e dos visitantes do distrito de Cachoeira. O projeto que abrange uma área de 100 hectares, pretende estudar e catalogar as manifestações simbólicas do local, mapear os conteúdos dessas experiências de vida, a partir da concepção da comunidade e seu patrimônio cultural como um museu e suas relações entre homem, cultura e natureza.
Uma vivência integrativa e interativa que convidará
o visitante a percorrer o passado desta comunidade em seu diálogo
com o presente e assim promover novos territórios de sentido.
Um projeto que pretende planejar, programar e realizar programas
de Educação Ambiental e Educação Artistico-Cultural
que promovam a formação e o aperfeiçoamento
profissional e humano da comunidade de Cachoeira e dos visitantes.

Casarão construido em 1837, sede do Ecomuseu de Maranguape.
"Nos marcos da cultura
cearense, o Ecomuseu de Museu de Maranguape encerra pioneirismos
e originalidades. Pioneirismo porque representa uma das primeiras
experiências de reforma agrária no Estado (anteriormente
a ela só é conhecida a do Caldeirão do Beato
José Lourenço).
Pioneirismo, ainda, e originalidade, por ser não apenas o
primeiro e único ecomuseu do Ceará (até agora,
porque outros, inclusive com o estímulo do pessoal de Maranguape,
estão sendo projetados), como por ser o primeiro e único
museu comunitário no Estado.
Constitui-se, também,
uma iniciativa exemplar, por tratar-se de um projeto de desenvolvimento
comunitário sustentável, integrado e participativo.
Neste sentido, há uma integração entre museu,
comunidade e natureza, a partir de conceitos comuns de desenvolvimento
e sustentabilidade, que alcançam o conjunto das atividades
sociais, incluindo economia, cultura, educação, lazer,
entretenimento etc., ou seja, todo o corpo da vida comunal.
Estas características,
visíveis a todos os que visitam o ecomuseu, constituíram-se,
pouco a pouco, a partir da coletivização das terras
do Sítio Cachoeira, ainda na década de 1970, e tomaram
um impulso maior com a criação do ecomuseu em 2006."
Oswald Barroso
Coordenador de Patrimônio Histórico e Cultural
da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará
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MUSEOLOGIA, GEOGRAFIA
E EDUCAÇÃO
O movimento da nova museologia tem a sua primeira expressão pública e internacional em 1972 na “Mesa-Redonda de Santiago do Chile” organizada pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM). Este movimento afirma a função social do museu e o caráter global das suas intervenções.
A Nova Museologia - ecomuseologia, museologia comunitária e todas as outras formas de museologia ativa – interessa-se em primeiro lugar pelo desenvolvimento das populações, refletindo os princípios motores da sua evolução ao mesmo tempo que as associa aos projetos de futuro.
Este novo movimento põe-se decididamente ao serviço da imaginação criativa, do realismo construtivo e dos princípios humanitários definidos pela comunidade internacional. Torna-se, de certa forma, um dos meios possíveis de aproximação entre os Povos, do seu conhecimento próprio e mútuo, do seu desenvolvimento cíclico e do seu desejo de criação fraterna de um mundo respeitador da sua riqueza intrínseca.
Declaração de QUEBEC
(12 de Outubro de 1984)
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